segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O que fazer com a dívida do governo federal brasileiro?

N. do T.: como seria um artigo de Murray Rothbard comentando a dívida do governo federal brasileiro?  O que ele recomendaria que fosse feito?  O artigo a seguir é uma adaptação de um texto seu, em que dados americanos foram trocados por dados atualizados da situação brasileira.



Em dezembro de 2002, no último mês do governo FHC, a dívida federal — mensurada pelo total de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional — estava em R$ 838,795 bilhões.  Em outubro de 2010, esse valor já era de R$ 2,244 trilhões, aumento de 168% em 8 anos.
Eis um gráfico da evolução da dívida federal, desde janeiro de 1995:
cewolf (1).png
Os próceres do governo federal seguem a máxima de seu líder John Maynard Keynes, que dizia que não há problema algum com a dívida federal, pois "nós devemos para nós mesmos".  O problema é que faz uma enorme diferença saber a qual dos dois pronomes coletivos você pertence: ao "nós" (o infeliz pagador de impostos) ou ao "nós mesmos" (aqueles que vivem da renda oriunda dos impostos).
Em 2002, o total gasto com juros, encargos e amortizações da dívida foi de R$ 222,8 bilhões (em valores corrigidos pelo IGP-DI).  Em 2009, quando a SELIC estava muito menor comparada a 2002, esse mesmo gasto foi de R$ 391,7 bilhões, o que faz com que a dívida seja hoje, de longe, o maior gasto do orçamento federal.  (Em segundo lugar vem os benefícios previdenciários — pagamento de inativos, pensões, outros benefícios —, que consumiram, em 2009, R$ 227,7 bilhões).
O "nós" está cada vez mais pobre e surrado em relação ao "nós mesmos".

Por: Murray N. Rothbard


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Com tanta informação, vota errado quem quer!

Poucos são os que se lembram e menos ainda os que prestam atenção no que seus “eleitos” estão fazendo para o bem (ou para o mal) do nosso país.

É preciso refletir. Não é de hoje que o Brasil elege pessoas sem caráter, sem ficha limpa, condenados e processados por crimes comuns, por gestão fraudulenta, desvios de dinheiro público, corrupção passiva e a ativa.

Hoje a internet, por exemplo, permite que a população fiscalize e acompanhe mais de perto a atuação de seus políticos.

Os sites da Câmara dos Deputados e do Senado trazem informações como lista de presença, votações, produção de leis, comissões e pedidos de reembolso de despesas feitos pelos parlamentares.

Um grupo de internautas criou a página www.vereadores.wikia.com, em que se fiscaliza de perto o trabalho de vereadores.

A ONG Voto Consciente também possui uma página em que se fiscaliza os vereadores de São Paulo e Jundiaí.

Por sua vez, alguns parlamentares têm atendido as reivindicações feitas através de blogs ou que chegam em suas caixas de correio eletrônico.

Todo cidadão tem o direito e o dever de cobrar de seus políticos posturas éticas e coerentes, voltadas para atender as necessidades da população.

Dentro dessa realidade, é importante perguntar: em quem você votou nas últimas eleições? Em quem votará nas próximas? Tem certeza?